Jet lag: veja como evitar os sintomas causados por viagens longas

Longas viagens podem causar ao corpo muito mais que ansiedade para chegar ao destino. A mudança repentina de fuso horário e o espaço apertado dentro de um avião acabam desorientando o ritmo cotidiano natural, trazendo problemas que vão além do cansaço, fadiga ou mal-estar.

O chamado jet lag traz todos estes desconfortos, especialmente em viagens ao exterior. “Se nós viajamos através de um número de fusos horários e experiência de luz e escuridão contrária aos ritmos a que estamos habituados, o nosso relógio biológico ficará fora de sincronia”, explica o médico Carlos Kopke, do Centro de Qualidade de Vida (CQV), de São Paulo.

Principais causas

Especialistas dizem que existe uma ligação entre os níveis de oxigênio e a maior susceptibilidade ao jet lag. “Pressão de ar da cabine de um avião é muito mais baixa do que ao nível do mar, o que significa que a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro pode ser menor quando se está voando. Isto pode nos deixar um pouco letárgico, resultando em um maior risco de sintomas do jet lag”, analisa o médico.

Para outras pessoas, apenas a diferença de fuso horário de duas ou três horas é suficiente para ter fadiga da viagem. Outras sentem diretamente a falta da luz solar, que regula a melatonina e ajuda a sincronizar as células do corpo em relação ao sono.

“E é isso que é o jet lag, a dessincronização entre o ciclo dia-noite externo e o ritmo circadiano interno. Isso acontece por conta dos hormônios que são regulados pela intensidade de luz que nos chega através dos olhos e por conta de modificações muito rápidas nos fusos horários”, define Flávio Sekeff Sallem, neurologista do Hospital Villa-Lobos.

Sintomas percebidos

Os sintomas de jet lag dependem de vários fatores e podem ter intensidades diferentes de pessoa para pessoa. O número de fusos horários percorridos, idade, estado de saúde e consumo de alimentos e álcool durante o voo também são fatores que influenciam o corpo na chegada ao destino.

Entre as manifestações do jet lag está a insônia, com dificuldade de iniciar ou manter o sono. Dores e cabeça e no corpo além de náuseas, irritabilidade e ansiedade também caracterizam o jet lag. Estes efeitos se agravam em viagem de oeste para leste, como por exemplo, do Brasil para a Europa. No caso da volta, os sintomas costumam ser menores.

Como reduzir os efeitos?

O médico Carlos Kopke afirma que algumas atitudes tomadas antes de viajar pode diminuir os sintomas do jet lag. São elas:

  • Chegar cedo ao aeroporto para ter de realizar os procedimentos de embarque e evitar estresse;
  • Descansar bem antes da viagem;
  • Ajustar a programação antes de sair de casa: se a pessoa está viajando para o leste, tentar ir para a cama uma hora mais cedo a cada noite por alguns dias antes da partida.

Ou ir para a cama uma hora mais tarde por várias noites, se você está voando a oeste. Se possível, fazer refeições mais perto do tempo que você vai comer no seu destino;

  • Regular a exposição à luz brilhante;
  • Tentar incluir a nova programação antes de sair, ajudando o relógio para o novo tempo;
  • Mantenha-se hidratado, bebendo muita água antes, durante e depois de seu voo para neutralizar os efeitos de desidratação de ar da cabine seca;
  • Tentar dormir no avião, especialmente quando já é noite no seu destino. Tampões, fones de ouvido e máscaras para os olhos podem ajudar a bloquear o ruído e a luz;
  • Procure levantar de uma em uma hora durante o voo. Alongue-se e faça caminhadas pelos corredores do avião.

por Jessica Krieger

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